O que fazemos?

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São Paulo, SP, Brazil
Levamos até os moradores de rua alimentos como cachorro-quente e suco, além de cobertores, roupas e carinho. Cuidamos de suas necessidades a curto prazo mas temos uma parceria com o Grupo CAPAF que a médio e longo prazo pode tirar essas pessoas da rua, profissionalizando-os e reintegrando-os a sociedade, tornando-os capaz de gerar o próprio sustento. Os voluntários do Dogão fazem parte da equipe da Casa de Redenção, local que abriga e possibilita a realização desse voluntariado. Estamos de portas abertas aos interessados em ajudar e conhecer tanto a casa quanto os trabalhos que ela oferece aos menos favorecidos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Não julgue, modifique!

Quero começar esse diálogo com uma pergunta com a qual me deparo todas as quintas-feiras: "Porque essas pessoas estão na rua?"
São muitas as respostas válidas e que só somos capazes de reconhecê-las como opções quando ouvimos as dramáticas histórias de vida desses seres humanos. Brigas de famílias, problemas físicos e mentais, traições, desilusões amorosas, vícios, grandes desastres emocionais, morte de entes queridos, escolhas erradas, grandes apostas, falta de opção, falta de estudo, pura preguiça, falta de desenvolvimento moral ou total insanidade.

Depois de um tempo me questionando sobre isso e obtendo as mais diversas respostas entre essas histórias contadas pelos seus protagonistas e tantas outras que busquei em escritas religiosas com a intenção de me tranqüilizar, percebi enfim que o motivo pode ser importante, mas não é determinante.

De fato, o que percebi com todas essas reflexões é que o mais importante é enxergarmos essas pessoas como seres humanos, com problemas, passíveis de erros assim como nós e que também tem a oportunidade de acertar quando bem instruídas. Percebi que o mais importante nesses atendimentos não é apenas a entrega da comida, e sim disponibilizar um pouco de nosso tempo para conversar com essas pessoas, sem se importar com o seu mau-cheiro ou a pouca instrução. Percebi que ao lembrar do nome de um morador de rua na semana seguinte de atendimento criamos um enorme sorriso em seu rosto.

Essas conquistas não precisam de explicação.

Trato esses simples fatos como conquistas pois uma das intenções desse trabalho é promover a socialização e reintegração dessas pessoas à sociedade. Quando elas melhoram seu padrão de comportamento, se importando com as pessoas a sua volta e procurando a melhora em seu padrão de vida, por mais minúscula que seja a mudança ela é uma conquista. Uma conquista porque essa pessoa foi tocada e resolveu cuidar de si mesma ao invés de se contentar em estar jogada as margens da escuridão e esquecimento da sociedade.

E no final, nós também somos tocados e nos tornamos pessoas melhores, pessoas que sentem. Aprendemos a ter compaixão, a dividir e a ver que estamos fazendo boas decisões em nossa jornada da vida.

Espero que você leitor também tenha essa sensação maravilhosa ou que possa experimentá-la em breve!

Da próxima vez que você encontrar com um morador de rua, ao invés de julgar sua situação, tenha compaixão, pois ele pode ter passado por uma grande dificuldade ou ter feito uma escolha errada na vida. Mas nenhuma decisão é eterna. Ele ainda é um ser humano com capacidade de mudar seu destino. E você pode colaborar com essa mudança! Ajude-nos a continuar realizando esse trabalho e participe dessa experiência tão gratificante!

Até mais!
Equipe Dogão

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